sábado, dezembro 11, 2004




Longe da proximidade de um olhar terno
Eu me entrego a uma vivência só
Debaixo de um rigoroso inverno
Não sei o que sinta
Ao saber que nada é eterno
Já não sei se nesta vivência sem vida
Ainda sinto dor ou já hiberno

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Olá Soutinho!!!

Tudo bem contigo? Espero que sim…
Ao fim de tanto tempo vou finalmente escrever um comentário sobre o teu blog…
Não é fácil escrever um comentário sobre poemas tão lindos, que exprimem tantos sentimentos, tristezas, alegrias, contradições…sei que não vou conseguir escrever algo tão lindo como tu…pois não tenho esse dom…mas vou tentar escrever algo sobre a tua poesia…nem sempre é fácil escrevermos aquilo que pensamos.
Á medida que lia cada um dos teus poemas ia conhecendo um bocadito mais de ti… da tua maneira de ser…de pensar…
Os teus poemas retratam momentos da tua vida…momentos maravilhosos em que te sentiste mais feliz que ninguém…mas também momentos de grande tristeza..em que a poesia era o teu reconforto…deixam transparecer a grandiosidade da tua personalidade… da tua forma de estar na vida…a forma como lidas com as situações mais difíceis que se atravessam no teu caminho…
Nos primeiros poemas retratas que pensavas que era impossível… mas de repente torna-se possível e tudo para ti se torna maravilhoso…tudo à tua volta te faz sorrir …entregaste-te de corpo e alma a esse amor…nesses poemas nota-se que és uma pessoa muito emotiva…que sentes as coisas muito profundamente e sobretudo sincero…
Esse amor não deu certo e uma grande tristeza envolveu todo o teu ser…tomando conta de ti a solidão…noites sem dormir…a fumar…a escrever poesia de forma a tentar dissipar todo aquele sofrimento…e em que há uma esperança de que as coisas voltem a ser como antes…há lembranças, recordações, momentos vividos com essa pessoa que te invadiam a alma e não te deixavam descansar…o tempo foi passando e tu não conseguias esquecê-la pois o amor que sentias por ela era demasiado grande…no entanto, com o passar do tempo a esperança de ela voltar para ti foi-se dissipando…uma contradição de sentimentos tomou conta de ti…revolta, tristeza…solidão onde tentavas encontrar algo de positivo…o medo de ficares sozinho começou a perturbar-te…pensando que não tinhas amigos…sabes quando estamos mal com alguma coisa, por mais apoio que tenhamos sentimo-nos sempre sozinhos…também não sei que relação tinhas com os teus amigos quando namoravas…mas pelo que percebi pelos teus poemas eras uma pessoa que vivias muito para a tua namorada…e para a fazeres feliz…elea era tudo para ti…e tudo o que te rodeava acabava por passar um pouco despercebido…e tu nem sequer te apercebias disso…desculpa se interpretei mal os teus poemas…ou se estou a falar de mais…
Depois chegou a altura da indecisão…em que já não sabias o que realmente sentias por essa rapariga…em que a lua e o mar era o teu reconforto e que melhor compreendiam o teu sofrimento...até ao dia em que apareceu outra rapariga na tua vida…que te fez sonhar de novo…e pensar de novo em amar…pensavas que podias viver um novo amor que traria muita felicidade…no entanto isso não aconteceu…
Não há que desistir de lutar pela felicidade…e espero um dia ir ao teu blog e ver poemas retratando um grande amor…e uma grande felicidade…cheio de coisas boas… como mereces…





Falando de novo dos teus poemas denota-se uma grande admiração, carinho pela tua mãe…a pessoa que está contigo quando mais precisas…acredita que ter os pais ao nosso lado…é o ponto principal para conseguirmos ultrapassar todas as tempestades que se atravessam na nossa vida.
Não podia acabar o meu comentário sem dizer que a tua poesia exprime a maravilhosa pessoa que és…a tua sinceridade…dignidade…a tua simplicidade…
E assim a cabo o meu comentário…não sei se era assim que querias que o fizesse…desculpa não ser tão belo como os teus poemas…mas apenas escrevi o que me ia na alma…

Beijinhos
Sofia Costa

12:12 a.m., setembro 01, 2005  

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