Poemas, poemas, poemas
Tanta beleza que pode haver em tantos temas
Tantas histórias vividas
Tantas emoções algures perdidas
Tantas viagens sem um rumo certo
Tantas vivências vistas de perto
Parte de uma vida
Por palavras despida
Uma perspicácia de sentidos tão intensa
Tão profunda é a minha presença
Uma tão grande beleza interior de um ser
Que o mais comum dos mortais não consegue ver
Uma música
Diz tão pouco
Mesmo assim
Comove um mundo e outro
Um poema
Que dá tanta beleza a um tema
Tantas vezes é posto de quarentena
quarta-feira, dezembro 14, 2005
quarta-feira, dezembro 22, 2004
Sobre a praia o dia caiu
Longe no horizonte, o mar o amarelo do sol engoliu
Apenas só uma leve mancha cor de fogo se mantém
Apagada lentamente por esta água salgada de ninguém
Apenas aqui não me sinto sozinho
Na tranquilidade do mar as ondas repousam com carinho
No brilho da sua face de prata
Esqueço a tristeza de uma vida ingrata
A luz já fugiu
Mas a lua ainda não me viu
Despede-se ainda do sol
E com uma velocidade de caracol
É muito bonito esse amor
Mas quero a sua companhia nesta noite de calor
Não tenho a companhia de mais ninguém
E só tu lua me compreendes tão bem
Como toda esta areia que vez dissolver-se no mar
Eu me perdi na profundeza do teu olhar
Como a imensidão de água que se perde no horizonte
Eu me perdi no labirinto que até teu coração faz de ponte
Como as ondas que rebentam no paradão
Rebento eu por ti de paixão
Toda a beleza deste mar tão só que quase me mata
Apenas é comparável ao reflexo que vez
Quando olhas sua face de prata
Esta areia tranquila e sedosa
Lembra-me o contorno da tua pele tão gostosa
A combinação perfeita entre a areia e o mar
Lembra-me como é bom amar
Vejo um barco perdido e com ele me identifico é aí que acordo
E então vejo que é de ninguém que recordo
sexta-feira, dezembro 17, 2004
Vi-te hoje apenas por um instante
Estás tão perto e tão distante
Mas tu nem me viste
Nem sequer sabes
Que este sentimento em mim existe
Se calhar isso é bom
Pois em mim o amor já não é mais um dom
Ganhei uma grande fobia a na paixão viver
Nada em mim quer voltar a sofrer
Até é boa esta maneira de viver em paz
Não há sentimentos, não há emoções
Mas também não há mais noites más
Não sei até que ponto é bom não viver
Uma vida que na qual não vou sofrer
terça-feira, dezembro 14, 2004
Serás sempre...
És o volume do meu suspiro
O silêncio do barulho que me rodeia
A parte bonita das coisas que olho
A parte macia das coisas que toco
Ocupas toda a parte viva do meu ser
És quem aconchega as batidas do meu coração
De tal forma que bate quase sem interrupção
A tua grandiosidade é a linha que traça o meu destino
O teu coração o fim dessa linha.
Sexta-feira 14 de Fevereiro de 2003
Sexta-feira, dia catorze de Fevereiro
Tanto anseio por este dia
Não porque o que nele se comemora
Mas porque à cinco dias não te via
Sinto-me tão feliz por estar junto de ti
Por todo este tempo que ao teu lado vivi
Por tudo aquilo que me deste
Por tudo aquilo que por mim fizeste
Podias ser má para mim
Pois por olhar tua face tão bela
Como o mundo nunca viu nada assim
Eu seria a pessoa mais sortuda do mundo
Mas não, és um anjo caído do céu
Que quando te magoo sinto-me tal e qual no tribunal se sente o réu
Quinta-feira os ponteiros têm uma inércia tão intensa
Que já não vejo a hora de estar na tua presença
Estou a ter contabilidade
Quando tão fortemente bate a saudade
E aproveito a sugestão
Para fazer contas a cada minuto que passo
Para saber quando te posso dar um abraço
Com rimas fáceis e seguras
Que têm tanto de amor como de puras
Tento dizer o quanto te adoro
Mas acho que não chegaria um milhão
Por cada segundo que à contigo namoro
És tão querida, linda e pura
Como uma viagem à volta do universo a pé dura
És tão maravilhosa, inteligente e segura
Que se não namorasse contigo
O meu coração seria alvo de censura
segunda-feira, dezembro 13, 2004
O pior da minha vida
Mais um dia
Mais um dia que chegou ao fim
Mais vinte e quatro horas de sofrimento para mim
Mais um dia sem rumo sem objectivos sem beleza
Mais umas dolorosas horas de saudade e tristeza
Mais um dia sem sono sem fome sem frio
Mais um dia repleto apenas daquilo que eu sinto, um enorme vazio
Mais um amanhecer sem sol mais um anoitecer sem lua
Mais um dia de uma vida de felicidade nua
Mais um dia em que o sorriso, essa coisa rara
Dá lugar ás lágrimas na minha cara
O aperto do abraço
Dá lugar ao aperto no coração sem o qual já não passo
A alegria que me preenchia
Dá lugar á tristeza que me esvazia
O amor dá lugar à dor que me tortura
Da mesma forma que o carinho, a cumplicidade e a ternura
Ocupam apenas o lugar
Da lembrança distante de alguém que já soube amar
Não sei se já morri
Noite gémea de tantas mais
Olho o tecto testemunha dos dias de sofrimento iguais
Sinto-me tão sozinho com uma dor
Apenas comparável ao vazio que me abarca devastador
Dói muito não saber nada de ti
Não te poder proteger desde o dia em que morri
Aliada à minha dor uma enorme angústia e aflição
Como se me estivesse a afogar ou fechado na jaula de um leão
Longe de poder superar o que aconteceu
Não consigo aguentar tudo aquilo com que o meu ser morreu
Para além de me teres deixado, o que me roubou a vontade de viver
Saber que não me amas, a tua indiferença
Associada a onde estás, ao que fazes tudo
Me está a ajudar rápidamente a morrer
Já não consigo sair deste buraco acho que caí demasiado fundo
Sou um toxico-dependente viciado e privado do amor
Com uma overdosede dor
Vivendo no seu negro mundo
Não sei o que estou
Perdi o tempo
O relógio da vida entregou-se ao relento
Não sei o que é o hoje já nem tento
Para não enlouquecer todos dias me reenvento
Engraçado até para sofrer é preciso ter talento
Mas nesta intemporalidade cá me aguento
Para conhecer a felicidade não se pode da tristeza ser isento
Mas as vezes a triteza é muita e quase rebento
É injusto pois não é no lugar do réu que me sento
Nou me vou queixar vou é curtir o sofrimento
A pouco e pouco tento refazer a minha vida
Mas agora mais do que nunca
Parece que voltei ao ponto de partida
Já não me conheço o que sou
Onde estou
A minha interacção com o mundo acabou
Sinto-me só sem quase nenhum amigo
Sou invisivel aos olhos dos outros
Doi muito pois privado de um amor à muito morto
É na amizade que tento encontrar algum reconforto
Na mesma
Já passou algum tempo
No entantanto parece
Que acabaste comigo neste momento
Já te tentei esquecer,
Arranjar maneira de me abstrair
Mas é impossivel, só me apetece da vida fugir
Dia após dia, hora após hora
Não há momento em que não me lembre
Que te foste embora
É uma dor tão grande um vazio tão intenso
Que em desaparecer é a única coisa em que penso
Teu rosto lindo, os momentos maravilhosos que passei
Lembra-me a cada suspiro que sem nada fiquei
Como é que isso foi acontecer
Toda esta tortura que aos poucos me faz morrer
O sonho acabou
Aquilo que mais temia aconteceu
Tu deixaste-me e o meu interior morreu
Pergunto-me a cada instante o que fiz de mal
O que terei feito para merecer um choque tão brutal
Passo noites acordado a pensar
Sem encontrar consolação apenas consigo chorar
Dói tanto cá dentro
Deixou de bilhar o sol deixou de soprar o vento
Só quero desaparecer
Não tenho vontade de estudar, dormir ou comer
Senão fossse por tudo o que devo aos meus pais
Já tinha arranjado maneira de morrer
Apenas por fora que por dentro morri ja lá vai muito tempo
domingo, dezembro 12, 2004
Para a...
Toco tua doce e suave mão
Toque infinito de seda e união
Quase sem tocar acaricío a sua pureza de criança
Percorro o tracejado de um destino que longe alcança
Mergulho num olhar profundo
A tua beleza repousa-me no teu mundo
Todo o traço do teu rosto eu beijo
A cada instante se torna divino o nosso desejo
O meu corpo perde-se
em cada contorno de uma escultura perfeita
Numa viagem sem retorno
A minha alma na de um anjo se deita
A essência do meu corpo perde-se na tua
Como no eclipse o sol se perde na lua
Mergulho no teu mar de paixão
A cada impulso la fora na chuva incêndeia o trovão
Na serenidade do teu mar
Vão-se formando ondas de um prazer
Aumentado em cada toque em cada olhar
Perdemo-nos de tal foma um no outro
Não dá para perceber onde começa um corpo e acaba outro
No gemido de uma chama de inferno
Vivemos um amor eterno
Quero...
Neste exacto momento
Eu queria perder o tempo
Neste exacto segundo
Eu queria-me perder no teu mundo
Aquilo que mais desejo
É perder-me no teu beijo
Aquilo que mais queria era ter-te aqui
Colar-me em cada cêntimetro de ti
Cada pedaço de mim
Se quer entregar a ti numa noite sem fim
Dava tudo para te ter aqui agora
Eternizar este momento para que nunca fosses embora
Não sei que mais te dizer
Para saberes que te queria encher de prazer...
sábado, dezembro 11, 2004
Homenagem à minha mãe
Não sei bem como começar pois apesar de ter uma certa facilidade em transformar aquilo que sinto em palavras bonitas é difícil para mim expressar a grandiosidade de sentimentos como amor, carinho, ternura, afecto, orgulho e ademiração. Sentimentos estes referentes a alguém tão lindo, amigo, carinhoso e de gestos tão nobres, no entanto fiz o melhor que pude.
Querida mãe,
Tão linda por fora como por dentro
És na minha felicidade o espectador mais atento
Preocupada sempre com o meu bem estar
Podes ter a certeza que sempre te vou amar
Nunca conheci ninguém que tanto como tu trabalhasse
Nem tanto como tu pela vida lutasse
Ademiro-te mais a cada dia que passa
E não há nada que pela tua felicidade não faça
Tenho muito orgulho em ti Mãe
Não era capaz de te trocar por ninguém
Nem sempre te trato da maneira que mereces
Com todo o carinho e atenção
E isso faz-me doer o coração
E seria ainda pior
Se não uma tão grande compreessão tivesses
Desejo-te um feliz Dia da Mãe
Com tudo de bom
Pois para ti ser mãe é um dom
Um tema diferente...
Este é um poema que eu escrevi para os caloiros do meu curso declamarem à nossa reitora no decurso de actividades da semana académica conhecida em aveiro como "enterro". Dado que todos os anos há um desfile pela cidade dos caloiros de todos os cursos da universidade, abarcando cada curso um diferente tema, tratando assim de arranjar diversificados adereços que os identifiquem com aquilo que encarnam. Neste ano o tema escolhido pelo meu curso foi dedicado ao grande povo de grandes conquistas no passado os vikings.
Discurso de EGI para o desfile de 2004
Passsado distante mas por nós não esquecido
Um final de século VIII de força humedecido
Pelo suor libertado numa formidável
Expansão de um povo muito temido
Vikings é o nome a estes gigantes atribuído.
Vieram de entre os escandinavos
Suécia, Dinamarca e Noruega é o berço de estes homens bravos
Devido talvez a um agravamento climático incontrolável
Ou procura de um ponto de escoamento comercial mais estável
Deu-se início a uma conquista quase interminável
Homens fortes e determinados com abição desmedida
Conseguiram com coragem e bravura uma conquista em muita parte sentida
Estes feitos não esquecidos
São hoje por nós personalizados
Numa outra era com diferentes objectivos
Os barcos imponentes do passado
Conduzem-nos hoje a outro sonho arrujado
De forma civilizada não menos entusiasmada
Lutamos por um futuro melhor
Não por um alargamento terretorial ou um fluxo comercial
Mas por um humilde e merecido lugar no mundo empresarial
Lutamos todos os dias nem sempre com estudo mas dedicação
Para alcançarmos a nossa ambição
Como os nosssos antepassados se depararam com dificuldade e receio
Também nós nos deparamos com alguns fantasmas no nosso meio
Talvez seja assustador
Mas se um dos fantasmas se chamar deesemprego
Então terá realmente valor o nosso medo
Tal como os Vikings sobre a dificuldade semearam a vitória
Para assegurar a vida sem carências nem tristeza
Sem faltar em cada lar e em cada mesa
Para que de uma vida despida não houvesse memória
Nós venceremos o desemprego
Não nos deixaremos rebaixar por nenhum tipo de medo
Discurso de EGI para o desfile de 2004
Passsado distante mas por nós não esquecido
Um final de século VIII de força humedecido
Pelo suor libertado numa formidável
Expansão de um povo muito temido
Vikings é o nome a estes gigantes atribuído.
Vieram de entre os escandinavos
Suécia, Dinamarca e Noruega é o berço de estes homens bravos
Devido talvez a um agravamento climático incontrolável
Ou procura de um ponto de escoamento comercial mais estável
Deu-se início a uma conquista quase interminável
Homens fortes e determinados com abição desmedida
Conseguiram com coragem e bravura uma conquista em muita parte sentida
Estes feitos não esquecidos
São hoje por nós personalizados
Numa outra era com diferentes objectivos
Os barcos imponentes do passado
Conduzem-nos hoje a outro sonho arrujado
De forma civilizada não menos entusiasmada
Lutamos por um futuro melhor
Não por um alargamento terretorial ou um fluxo comercial
Mas por um humilde e merecido lugar no mundo empresarial
Lutamos todos os dias nem sempre com estudo mas dedicação
Para alcançarmos a nossa ambição
Como os nosssos antepassados se depararam com dificuldade e receio
Também nós nos deparamos com alguns fantasmas no nosso meio
Talvez seja assustador
Mas se um dos fantasmas se chamar deesemprego
Então terá realmente valor o nosso medo
Tal como os Vikings sobre a dificuldade semearam a vitória
Para assegurar a vida sem carências nem tristeza
Sem faltar em cada lar e em cada mesa
Para que de uma vida despida não houvesse memória
Nós venceremos o desemprego
Não nos deixaremos rebaixar por nenhum tipo de medo
O dia partiu
Já há muito que a luz me fugiu
É na noite que tenho vivido
Mas já muitos candeeiros se têm acendido
Nesta minha rua sem destino
Desde que a luz natural apagou o meu caminho
Um caminho muito sombrio
Na solidão impera o frio
Quase todo aquele que em tempos iluminei
Me escureceu mais o caminho que tomei
Mas se tanta raiva, angústia e tristeza
Não me causaram a morte
Então só me tornam mais forte
Por isso muito obrigado
Todos os que tornaram um ser amargurado
Apetece-me chorar
Apetece-me chorar
Estava tudo bem quando
Dou por mim a sufocar
Bate uma tremenda nostalgia
E ainda falta tanto para acabar o dia
Normalmente só a noite custa a aguentar
Adormecer sem ter ninguém para abraçar
Vindo não sei bem de onde
Preenche-me um sentimento sem nome
Profundo estado de saudade
Assombra-me para a verdade
A falta não sei bem de quê
Não sei bem de quem
Talvez de ninguém
Ou de alguém que não é ninguém
...
Eu nunca te esqueci
Nunca foi a dor que eu pedi
Nunca quis perder o que vivi
Nunca quis deixar o unico amor q senti
Talvez por isso nunca mais brilhou o meu olhar
Talvez por isso nunca mais soube sonhar
Talvez por isso continue a chorar
Talvez por isso te continue a amar
Não sabia o que era sofrer
Não sabia o que era não comer
Não sabia o que era passar o dia a beber
Não sabia o que era deixar de viver
Agora que sei podia voltar a ter vida
Agora que sei podia deixar a bebida
Agora que sei podia ser uma paixão esquecida
Mas tudo continua em mim corroendo cada pedaço
Do que já te envolveu num abraço
Para R...

Uma luz tão intensa e pura
Emanada por um ser cheio de ternura
A beleza da tua face
Fez com que da vida me lembrasse
A tua maneira de ser
Fez-me novamente querer
Ainda mal sabes que existo
Gostava de te dizer tanto
Mostrar-te um mundo por ninguém visto
Queria contigo mergulhar num mar
De tanta ternura e beleza
Que a perspicácia humana não consegue captar
Deixa-me perder contigo o juízo
E eu levo-te ao paraíso
Para quê?!...
Chega de palavras bonitas
Para falar de gente feia
Chega de frases que caem bem
Para falar de gente que não é ninguém
Chega de ser um poeta solitário
Que tem tanto de amigos como de otário
De que vale escrever assim
Sem ter ninguém perto de mim
De vale ser tão amigo, correcto e puro
Para à minha volta construirem um muro
Estranho por aquilo que sou e faço
Devia ter amigos daqui até ao espaço
Mas não contam-se por os dedos de uma mão
Os que raramente me tiram da solidão
Pode ser que um dia a lealdade
Tenham mais valor que a falsidade
Para o significado de amizade
Sinto um tão forte sentimento
Como lá fora sopra o vento
Tenho o coração, de amor, inundado
Como o chão lá fora por a chuva afogado
Sinto tanto a tua falta que a minha solidão e tristeza
Faz com que o tempo perca a sua beleza
Tanta chuva, tanto vento, tanto frio
Tanto como eu me sinto vazio
É tão grande o amor que sinto por ti
Que necessito de fazer musculação
Para dentro do meu corpo haver espaço
Para um tão grande coração
A noite acalma, quase adormece
E já o dia quase estremece
A cidade parou
Eu na minha luta continuo
Activo e preocupado
No entanto por dentro tão serenado
Pois todo o meu interior está aí deitado ao teu lado
O silêncio é tão intenso que quase se ouve
O meu pensamento é tão profundo que quase te sinto.
Perdi o tempo
Cinco da manhã...
Eu continuo triste e magoado
Na varanda fumo um cigarro para me acalmar um bocado
Não há barulho, não há vento, não há gente parece que tudo parou
Da mesma forma que a minha vida acabou
Ouço uma música que retrata a minha situação
É extremamente bonita que grande contradição
Relembro a cada instante cada momento maravilhoso que passei
De imediato começo a chorar e a pensar onde é que errei
Nada me consola, nada me anima
Não sei como ainda tenho cabeça para fazer rima
Só quero morrer, deixar de viver, desaparecer
Algo que me faça deixar de sofrer...
Já seis da manhã novamente na varanda sentado
A fumar um cigarro para acalmar mais um bocado
Não vou dizer nada
A minha alma está parada
Serena a ouvir os pássaros
Ao fim de mais uma madrugada
Que a fumar um cigarro na minha varanda acaba
É tão bom ver a agitação destes pardais despreocupada
Tal como eu posso considerar a minha vida se a solidão
Amiga constante for despreocupação
Foi uma noite fria
Mas não me importo
Ao menos toda madrugada me fez companhia
Acho que vou dormir
Não que tenha sono
Mas para nada sentir
Falando em prosa de uma noite merdosa

São 6:42 da manhã, perdi a conta de quantos filmes vi esta noite e madrugada na tentativa de me esquecer que estava só, de que mais uma noite estava só, de que com a minha maneira ser, humilde, honesto, correcto, de fazer tudo pelos outros, por-los sempre à minha frente apenas consigo a eterna solidão...negra e triste como esta noite.
A vida é tão injusta a tantos níveis felizmente para mim, ao contrário de muita gente, apenas o é a nível sentimental.
Depois da minha vida ficar de cabeça para baixo, depois de tanto sofrimento, depois de tanta mudança a tantos níveis, que quase parece que pertence a outra pessoa a vida que agora levo, depois de tudo isso, depois de tudo que aprendi desde que me lembro de existir até agora aquilo que mais me revolta e que mais vezes me é lembrado e comprovado no meu dia a dia é que o bom ser humano está sempre, perdoem-me o termo, FODIDO!!!!!É sempre magoado, esmagado, desprezado por todos aqueles a quem um dia fez bem ou por quem lutou ou se sacrificou...pessoas sem escrúpulos sem sentimentos que constituem a grande massa da sociedade e como tal tão em maioria e tudo que está em maioria para a sociedade é que é correcto e assim são acarinhadas por todos pelo seu comportamento repugnante que parece dignificante...
O meu quarto

O meu quarto é uma espécie de mar
Onde mergulho buscando um perdido lugar
Ele é para mim um santuário
Onde desnudo todo o meu calvário
É nele que me perco na viagem dos sentidos
Onde latejo murmúrios e gemidos
Dele brotam por vezes harmonia de ideias
Noutras tantas sensações tão feias
Tem uma decoração peculiar
Vejo uma vela a cada olhar
A dança de cada chama provocada pelo vento
Aquece em mim a vontade de um maior invento
É um recipiente de emoções bem fundo
A ligação entre mim, a realidade e o mundo
Fechado por este pálido tecto
Sereno observador de uma vivência privada de afecto

A minha vida
A minha vida é já uma estrada sem rumo
O meu tempo já não tem idade
Acabou-se a obrigatoriedade
Já não há proíbição
Nenhuma placa indica mais a direcção
É uma deriva constante
É uma abstinência perturbante
A uma total alienação
Junta-se uma total ausência de emoção
Por mais intacta que fosse a minha sanidade
Não podia aguentar uma total ausênsia da realidade
Por mais forte que fosse a minha perspicácia
Só para sofrer teria eficácia

Não posso deixar que te leve
Do meu coração a distância da partida,
Que ausênia do teu olhar cheio de vida
De à minha vida a cor da neve
Não mais ouvir tua voz terna e doce
Fez com que a vontade de ouvir se fosse
Não mais tocar a tua pele doce de seda
Fez com que do tato tivesse a perda
O desaparecimento do teu beijo
Deixou em mim a carência do desejo
O teu afastamento
Transformou o meu coração em poeira
Largado ao vento
A vida inteira
Um desejo incendiado em cada vela
Uma noite a cada estrela mais bela
Um tão grande desejo
Em cada contorno
Do teu corpo que beijo
Um prazer tão profundo
Atira-nos para outro mundo
Nossos corpos
Formam um tão perfeito só
Que dá vontade
Que dure até virarmos pó
Uma união tão densa
Uma cumplicidade tão intensa

Não é a solidão que faz um ser sozinho
Mas é na multidão percorrer só o caminho
É bom estar hoje sozinho
Se amanhã vamos ter companhia no caminho
Ou então é boa a solidão
Quando a escolhemos na nossa vida como opção
Mas eu nunca quis estar sozinho
Largado caído na berma do caminho
Dos outros afastado sou desprezado
Por todos aqueles por quem devia ser admirado

Exausto no corpo gasto na alma
Tento arranjar maneira de repousa-la
Para encontrar paz por um bocado
Repouso como lá fora repousa a chuva
Caída no chão alagado
Todos os dias me reenvento
Tento não reagir ao sofrimento
De forma menos corrosiva
Encontrar alguma forma de alento
Por momentos consigo iludir-me
Por uma falsa alegria por mim criada
Mas logo caio em mim e não resta nada
É tão triste como a monotonia do dia a dia, a rotina
Nos torna tanta vez num ser tão sovina
Pessoas tão frias com falta de sentimentos
Sem noção do que representa a vida
De que para viver temos tantos talentos
O quanto é importante aquilo que temos
De como é importante a vida e tão depressa se perde
Tantas vezes parece que nos esquecemos
Pintamos o paraíso que temos tantas vezes num inferno
Quando em segundos podemos passar a viver um horror efémero
Por isso queria redimir-me por todas as minhas acções erróneas
Pedir desculpa a todos aqueles a quem alguma vez
No sono da amizade provoquei insónias

Já escrevi e apaguei tanta merda
A minha cabeça está mesmo lerda
Sempre a querer escrever algo especial
Algo abstraido a nível espacial
Para quê nem o mais básico subentendem
Nem o que lhes vai directo ao coração sentem
Tanta perspicácia, abstracção e significância
Quando ninguém dá importância
Aquilo que escrevo é só mesmo para eu ler
Pois parece que mais ninguém o consegue entender

A serenidade da madrugada
Desnudada pela luz desta lua abençoada
Acende em mim a nostalgia já há tanto apagada
Pela continua vivência de uma vida de emoções esvaziada
Entraste na minha vida tão discretamente
Quase não me apercebia o porquê de estar tão diferente
É difícil exprimir
O quão é bom voltar a sentir
Tantas pequenas sensações
Dou por mim com o coração de novo aos turbilhões
São tantas boas novas emoções
Mas também tantas as inquietações
Morro de medo que digas não
O meu coração morre se cair de novo ao chão

Cada contorno da tua face
Não houve dia em que não me lembrasse
Tentei sempre esquecer
Pois podia não mais te voltar a ver
E quando já estava quase comformado
Eis que por Deus sou iluminado
O meu coração forte volta a bater
Quando à minha frente anjo foste aparecer
Não coube em mim de emoção
Parece que ia rebentar a cada instante de paixão
Felizmente consegui-me contenter
Foi tão maravilhoso apenas te ver
É uma sensação inexplicavelmente boa
Amar uma pessoa
Tinha esquecido o quão maravilhoso é gostar de alguém
Estar mais feliz que nunca ninguém
Ao mesmo tempo morro de medo de a ti não chegar
De o teu coração nunca conseguir habitar
Por isso tento escrever algo profundo
Tentando que me repouses no teu mundo
Não há palavras capazes de descrever
Um tão maravilhoso ser
Um anjo que me fez de amores perder
Por mais que escreva
Nunca conseguirei definir a tua beleza
E por mais que lute e tente
Só o teu coração sabe se nele tou presente
E por isso vou perguntar
Se na tua vida há espaço para eu te amar
Se no teu coração há espaço para eu habitar

Entrou na minha alma
Sem pedir licença
Repousou-me no seu silêncio
Assim que tocou a minha presença
Acordou-me por um momento
Com um olhar fez-me perder o tempo
Levou-me para o paraíso das emoções
Onde chove ternura e incêndeiam corações
Tirou-me o sono a fome e o frio
Prencheu tudo o que em mim era vazio
Encheu a minha vida de cor
Afogou-me no seu amor

A cada lento segundo que se passa
Uma angústia sofucante me trespassa
Ao teu encontro desespero por ir
O teu terno toque quero tanto sentir
És tão linda tão serena tão terna
A minha alma em amor hiberna
Desde a primeira vez que o teu rosto vi
Desde a primeira vez que o teu toque senti
Tua ausência provoca um silêncio tão intenso
No barulho da tua companhia é a única coisa que penso
Ainda nenhum sentimento em ti vi
E já não consigo viver sem ti

A dor preencheu de novo a minha vida
A esperança de ganhar o teu amor foi destruída
Toda a vontade de viver toda a felicidade
Se apagou pelo sopro da aterradora verdade
Outra vez as lágrimas me dominam
As alegrias em mim terminam
A água dos meus olhos
Contrasta com a secura dos meus lábios
Não sei o que vai ser de mim
Não vou conseguir resistir a uma dor assim
Já sofri demasiado nesta vida
A felicidade é já desconhecida
16 de Abril de 2005

Na noite me perco
Quando de ti me cerco
Em ti me revejo
A cada instante
Que me sobressalta o desejo
Em ti a essência da vida
A uma vida apaixonada
Dá em mim partida
Já há muito
A tua doce voz não escuto
Mas sinto-a como se falasses
Comigo neste minuto
Perdi-me no impacto da distância
Voltou em mim o choro da infância











