24 de Abril

Na madrugada já avançada
A chuva inunda toda a calçada
Para ti escrevo
Doces palavras
Que a te dizer não me atrevo
Abro o meu coração
E escrevo com paixão
A chuva continua
Caindo tão veloz
Que me assombra
Para como a tua ausência
Em mim é tão feroz
Uma tímida claridade
Começa já no céu a aparecer
E eu sem adormecer
E queria tanto dormir
Para por umas horas
Tua falta não sentir
E ser feliz com o sonho
Que o meu subconsciente
Cria a partir do que o coração sente

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